quinta-feira, 17 de maio de 2012

Frankfurt am Main por Carol






Eu nunca estive na Alemanha, mas minha irmã Carolina mora em Frankfurt e volta e meia me envia álbuns com fotos que ela tira em seus muitos passeios pela cidade. Sem falar nas curiosidades que sempre me conta sobre o lugar e o seu povo.







Nunca escrevi aqui, mas minha irmã é quase uma cidadã do mundo. Ainda bem novinha, com apenas 17 anos, arrumou as malas e passou um semestre em Auckland, na Nova Zelândia. Antes de voltar, fez um mochilão de algumas semanas pela Ilha do Sul neozelandeza.

Alguns anos mais tarde foi para a Inglaterra, sem ajuda financeira de ninguém. Passou vários perrengues (sem exagero), já que Londres é uma cidade cara e difícil. Juntou uma pequena graninha e ao invés de trazer para torrar aqui em alguma coisa banal da qual nem se lembraria depois, pagou para ela e nossa mãe uma viagem por Barcelona, Edimburgo e Paris. Uns 8 meses depois de chegar na terra da Rainha ficou doente e precisou voltar para fazer uma cirurgia.     

 O tempo passou e volta e meia ela arrumava um lugar diferente para conhecer. Seu passaporte ganhou mais alguns carimbos e em dezembro de 2010 ela pisou pela primeira vez em Frankfurt, cidade que se tornou sua casa.

                                            Dulce: o café favorito de Carol 

Salsicha no pão (detalhe para o
 tamanho desproporcional da salsicha)


Apfelstrudel




Nesse tempo vivendo na Europa, ela também aproveitou para conhecer outras cidades dentro da Alemanha e esteve em Praga e Paris. Isso sem falar nos 30 dias que passou em Pequim acompanhando o marido numa viagem de trabalho.  

                                                  Feirinha de Natal





Ela simplesmente AMA a Alemanha, algo que nunca pensou que iria acontecer e sente uma pontinha de tristeza pensando no dia que terá que vir embora. Fica impressionada em como as coisas funcionam direitinho, em como o povo é correto e como o país é bonito. Falando em beleza, destaca Munique, lugar que adorou conhecer.  

                                                     Compras!





Como o objetivo número um do blog é dividir o máximo de informações possíveis sobre o universo do turismo, achei que seria legal postar aqui um pouquinho do que Carolaine (para os íntimos rsrsr) andou dividindo comigo:

Eles não podem avistar um raiozinho de sol que ficam num bom humor tremendo, correm para o rio mais próximo e deitam na grama como se não houvesse amanhã.


As mulheres andam muito bem arrumadas, em geral são magras e com cabelo e rosto bonitos.


O cheiro no metrô e em outros lugares fechados, como academias de ginástica, realmente não é nada bom. Que falta que um banhozinho faz...


A salsicha merece todos os créditos. Alem de gostosa é barata, assim como aqueles queijos mais nobres que aqui no Brasil custam um verdadeiro absurdo.


A ferinha de Natal de Frankfurt é considerada uma das melhores da Europa e também do mundo.


As comida tailandesa e asiática em geral são uma delícia. 

Há quem jure que os diversos tipos de pães da Alemanha são mais gostosos do que os franceses.


Frankfurt é uma cidade para onde muitas pessoas de outras localidades da Alemanha e de todas as partes do mundo vão a trabalho, por ser um poderoso centro financeiro.


O que mais se vê pelo Centro da cidade são executivos que trabalham nos bancos.

Frankfurt é a cidade de Goethe (famoso escritor alemão) e de Anne Frank (a menina judia eternizada por seu comovente diário).

Tem muitos museus, restaurantes de todos os tipos e nacionalidades, mas nada como uma boa comida alemã! Muita salsicha, carne de porco e as famosas cervejas.


Os alemães bebem bastante cerveja, seja verão ou inverno. Antes de beber, brindam dizendo "prost", com aquelas canecas ou copos enormes.

O Apfelstrudel (ou strudel como conhecemos aqui no Brasil) é muito bom!

As pessoas de uma forma geral são fechadas e discretas. Não costumam se “misturar” com estrangeiros, mas são muito corretos em tudo o que fazem. Disciplina
é a palavra!


Para quem gosta de fazer compras, Frankfurt é um paraíso. Chanel, H&M, Zara, Urban Outfitters...


A Galeria Kaufhof é meio que uma Macy’s local.

 
O idioma é dificílimo meeeeesmo!


Mistura o antigo e o novo. Tem desde construções históricas a arranha céus modernos.


O skyline de Frankfurt já foi apontado como um dos 10 mais bonitos do mundo.


A qualidade de vida é ótima, com transporte público e segurança sem igual! Enfim, um lugar perfeito para se viver.
 



 


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Mais Trip Advisor


Eu recebi ontem mais uma listinha super interessante do Trip Advisor. A verdade é que eu recebo e-mails do site com bastante frequência. E, entre outros assuntos, as mensagens incluem essas famosas relações numeradas que expõem nada mais do que a opinião de quem viaja.

Eu sempre fico pensando em quem são esses turistas que votam. Seriam eles, em sua maioria, de uma determinada localidade? Isso poderia significar perfis parecidos e, conseqüentemente, votos iguais.

Por outro lado, as pessoas que têm a vontade - e a coragem - de sair por aí para ver o mundo merecem um pouco mais de crédito.

Eu gosto de receber essas listinhas. Através delas eu abri meus horizontes para novos destinos que nunca havia sonhado em conhecer e que pretendo ir um dia como Negril, na Jamaica. Elas também me fizeram perceber que não estava sozinha quando achei Chicago uma cidade ultra, mega, super cool.

Para conferir as muitas categorias da pesquisa Travelers' Choice 2012, acesse  http://www.tripadvisor.com/TravelersChoice.


Seguem então as Top 25 Destination in the World:

1-      Londres
2-      Nova York
3-      Roma
4-      Paris
5-      São Francisco
6-      Marraquesh
7-      Istambul
8-      Barcelona
9-      Siem Reap
10-  Berlim
11-   Chicago
12-  Florença
13-   Buenos Aires
14-  Sydney
15-  Pequim
16-  Praga
17-   Las Vegas
18-  Bora Bora
19-  Shangai
20-  Honolulu
21-  Los Angeles
22-  New Orleans
23-  Cape Town Central
24-  Chiang Mai
25-  Dublin

         

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Amo seriados

Em 1997 eu descobri o mundo maravilhoso dos seriados americanos quando minha mãe, após muita insistência da filhinha aqui, contratou os serviços de uma TV a cabo. Eu fiquei feliz da vida porque naquele instante um enorme leque de possibilidades parece ter se aberto na minha frente. E eu definitivamente fazia valer o dinheiro da mensalidade.

Eram filmes, documentários, talk shows, cobertura de red carpets e premiações que não acabavam mais. No entanto, meu interesse maior sempre foi o seriado. Eu ficava ansiosa esperando uma semana inteirinha para o próximo episódio ser exibido e me deixava chateada o fato de ninguém na minha casa (minha mãe e meus dois irmãos) compartilharem da minha mesma paixão.

O jeito era trocar idéias sobre os programas com uma ou duas amigas da faculdade e anos depois com colegas do trabalho. Num ambiente repleto de gente que ganhava a vida através da comunicação e da cultura em geral não foi difícil arranjar quem estivesse disposto a gastar vários minutos comentando sobre o episódio da noite anterior.

Parando para pensar, meu fascínio pelos “enlatados” surgiu já na minha infância, se estendendo pela minha adolescência, com a TV aberta. Acho que “puxei” essa característica do meu pai, já que ele era meu maior e único companheiro para assistir A Gata e o Rato, Mcgyver, Magnun, Barrados no Baile, Anjos da Lei. A gente tinha um trato: mesmo que uma série não fosse a favorita do outro (imagino que Barrados do Baile não era exatamente o estilo do meu pai), a gente assistia junto a todas elas.

Pois bem, foram diversas as vezes que me senti órfã depois de um desses programas chegar ao fim ou ser cancelado por conta da baixa audiência nos EUA, meio que de supetão, sem ao menos um desfecho decente. Entra ano, sai ano, isso volta e meia acontece.

Só para listar algumas que me deixaram triste demais por acabar: Paty of Five (melhor música de abertura), Felicity (durante muito tempo minha favorita, mas com um final tão decepcionante...), Dawson’s Creek (assisti inteira e admito que era dramática demais, no entanto o último episódio foi super bacana), Baywatch, Jack and Jill, Lipstick Jungle, ER, What About Brian, Las Vegas, Mercy...

Atualmente, estou vidrada em...


Game of Thrones 





Meu cunhado foi o responsável por mais esse vício. Já estou curtindo muito os episódios da segunda temporada. Personagens favoritos: Arya Stark e Jon Snow.

Smash



Tenho loucura pelos musicais da Broadway. E como essa série foca exatamente neles, não tinha como deixar de assistir. Ah! E nada de comparações com a também ótima Glee! Smash é um drama, e bem mais adulto. Para melhorar tem produção de Steven Spielberg.   

Hart of Dixie



Li sobre essa série no site da Veja e me interessei pela história. Nunca gostei de The OC, mas sempre simpatizei com a atriz Rachel Bilson. Ela interpreta uma médica arrogante que “se acha”, mas que na falta de boas oportunidades profissionais em Manhattan, NY, faz as malas e muda-se para uma cidadezinha do Alabama.

Revenge



Inspirada no livro O Conde de Monte Cristo essa história de dor e vingança me conquistou desde o episodio piloto. Só a atriz principal que não me convence tanto. 

Grey’s Anatomy



Paixão antiga minha. Sempre achei esse seriado sensacional. Pena que tenha vivido seu auge anos atrás, quando os roteiristas caprichavam mais e choviam indicações para prêmios.


Também tenho assistido...

Two and a Half Men, Parenthood, Private Practive, Glee, CSI

sábado, 31 de março de 2012

Buenos Aires






No inicio de 2006, quando marcamos a data do casamento, nossa primeira opção de lua de mel foi Fernando de Noronha. Sempre achei e continuo achando que esse seja um destino top, no nível de Paris e Veneza. Levantamos valores e chegamos a conclusão de que seria inviável. Os hotéis realmente bons são caríssimos.

Começamos então a pensar em outros destinos até que meu então noivo (palavra brega!) teve a idéia de irmos para Bariloche, na Argentina, conhecer a neve (esse era um sonho nosso). Como chegaríamos bem no início de setembro, a temporada de ski ainda estaria a todo vapor. Não nos arrependemos da nossa escolha, pois para mim não há lugar mais romântico do que essa cidadezinha localizada na bela Patagônia.



Mas obviamente não tinha como voltar ao Brasil sem antes passar por Buenos Aires. Amei assistir ao show de tango, comer alfajor Havanna, andar a pé pela Recoleta e curtir o fim de tarde no Puerto Madero.



Desde então a gente sempre fala de voltar a Bariloche, mas como há a limitação sazonal – só queremos ir para lá no inverno – esse plano vem sendo adiado. Também tínhamos em mente visitar Buenos Aires outra vez no frio, mas como lá não tem neve mesmo, acabamos programando uma viagem em família (com meus sogros e cunhados) para a cidade nesse último carnaval.

Estranhei um pouco porque a percepção da cidade foi bem diferente. Na nossa primeira vez, não era feriado na Argentina, então as ruas estavam cheias, com gente indo e vindo do trabalho, mulheres maquiadas e bem vestidas com seus sobretudos pesados para agüentar as temperaturas baixas. Sem falar nos lindíssimos dias de céu azul que ganhamos de presente.



Dessa vez, pouco andamos a pé - respeitando a idade do meu fofo sogro, que já é avô - enfrentamos um calor forte na chegada e não demos tanta sorte com o tempo, que ficou nublado na maior parte da viagem (e como perdem a beleza as fotos, meu Deus!).   

Abaixo, uma lista dos lugares por onde passamos:

Palermo Soho: Logo no nosso primeiro dia percorremos algumas ruas desse bairro bonito e com muito estilo. Entramos em várias lojas de sapatos, bolsas e roupas. Correspondeu a todas as coisas legais que eu havia lido sobre ele.

Casa Rosada: Antes o turista tinha que se contentar em olhar a Casa Rosada apenas de fora. Mas hoje é possível fazer uma visita guiada e conhecer o interior da bela construção que data de 1882. Gostei muito!




Catedral Metropolitana: Em frente a Plaza de Mayo, junto da Casa Rosada e do Cabildo. Uma suntuosa igreja católica, com detalhes riquíssimos, porém muito abandonada, com moradores de rua e sujeira espalhada em sua entrada.


Plaza de Mayo: Por ali estão alguns dos principais pontos turísticos da cidade (Casa Rosada, Catedral Metropolitana e Cabildo). Com certeza você já ouviu falar dessa praça por conta das Mães de Mayo, que se reúnem semanalmente no local desde a década de 70 com cartazes e fotos dos filhos desaparecidos na ditadura militar.


La Bombonera/Museo de La Pasion Boquense: Já conhecia esse museu e notei uma certa degradação passados 5 anos e meio da primeira vez que pisei ali. Para os fãs do futebol, um bom passeio, que pode terminar com uma super vista do Estádio.





La Boca/Caminito: Muitas e muitas lojas de lembrancinhas, dançarinos de tango ganhando uns trocados por fotos com turistas, restaurantes, arte vendida nas ruas e a mais original loja da Havanna.


Café Tortoni: Muito mais do que uma típica confeitaria portenha. Um verdadeiro ponto turístico! Bonito e concorrido, o Café Tortoni é considerado por Patricia Shultz como sendo um dos 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer.


Show de tango no Café Tortoni: Na minha lua de mel fomos conferir o espetáculo grandioso do Señor Tango, o que foi ótimo. Dessa vez, pensamos em algo menos espalhafatoso e não tão caro, que a família toda pudesse aproveitar. 


Recoleta: Na minha opinião o bairro mais lindão de Buenos Aires, que abriga lojas do grife, prédios sofisticados onde vivem os ricos, e o tradicional Hotel Alvear.


Puerto Madero: Meu lugar favorito desde a primeira vez que fui a Buenos Aires. Dessa vez atravessei a ponte e caminhei pela margem menos movimentada do rio. Rende muitas fotos. 




Cabaña Las Lilas: Outra atração da Argentina que ganhou um texto inteirinho somente para ela em 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer. A carne dos caras é boa demais, sem falar no atendimento e na localização. Mas prepare o bolso, porque é caro! 



Cemitério da Recoleta: O entra e sai de turistas ali impressiona. Para ser bem sincera, só entro em cemitérios em último caso. Então, não era porque eu estava viajando (e também porque aquele é um cemitério bonito, se assim pode-se dizer) que eu ia mudar de idéia.


Igreja Nuestra Señora Del Pilar: Enquanto meu marido e meus cunhados passeavam pelo cemitério, eu aproveitei para conhecer essa igrejinha, que fica quase ao lado. Ela é pequena e bem cuidada. Do lado de fora o turista pode comprar velas da padroeira e de outros santinhos católicos, medalhas e terços.

Jardim Japonês: Ingresso baratinho, lugar lindo, perfeito para levar a garotada ou para um passeio a dois.


Galerias Pacífico: Gostei de cara desse lugar já na primeira vez que estive ali, justamente por ser um shopping que não tem tanta cara de shopping. O local foi construído no século retrasado e é considerado uma verdadeira jóia arquitetônica. Meu destaque vai para uma loja bacanérrima de decoração chamada Morph. Tem também uma filial do Freddo e ouvi dizer que a loja da MAC deles é mais completa, por ser MAC Pro, com uma variedade maior de produtos que podem ser adquiridos também por quem não é profissional. 




Onde comer:

El Misarol da Recova - Posadas 1032, Recoleta.

Cabaña Las Lilas - A.M. de Justo 516, Puerto Madero.

Bar Plaza Dorrego - Defensa, 1098, San Telmo.

Brasserie Petanque - Defensa, 596, San Telmo.

Café Tortoni - Avenida de Mayo, 825.

Freddo – Galerias Pacifico, Florida com Córdoba.

Havanna Café Caminito, La Boca.


Fica para a próxima...

Dois lugares que eu queria muitíssimo ter ido,  que cheguei até a incluir na minha programação, foram o Teatro Colon e a Livraria El Ateneu. Mas o lado bom é que eu já tenho dois bons motivos para voltar a Buenos Aires.
Numa próxima oportunidade pretendo tomar um café da manha ou chá da tarde no Café Tortoni, passear com calma pela Avenida Santa Fé e entrar no shopping Alto Palermo. Quero também visitar o Barrio Chino, a Chinatown portenha, que fiquei com vontade de conhecer depois de assistir este ano ao filme argentino “Um Conto Chinês”.   
Ah! E me hospedar no Hotel Palermitano, porque ficar no Centro já deu pra mim!